Um louco paciente
Um paciente louco
"Acordei com isso na minha cabeça"
quarta-feira, 4 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Volto logo "Meu Carnaval".

Então acabou-se o carnaval, eaí você achou legal ?
Beijou quem você mal conhecia, tudo bem, não tem problema o importante é a folia. Perdeu-se nas decisões, entregou-se fácil para pouca conversa e para suas sensações.
Viu o sol nascer, parou e pensou, deixou-se por alguns minutos se entender, mas para que, eu não sou de mim, muito menos de você.
Dividiu beijos na boca e entendeu que no carnaval não existe traição, é tudo festa, a festa da carne, o que é meu, é do seu amigo ou do amigo de seu amigo.
O carnaval cheirou sexo, sem sentido, sem nexo e pra muitas cabeças com falta de complexidade, tive até preguiça de me explicar, algumas até tentei, mas confesso acabei deixando pra lá. E mesmo vendo que a guerra de cegos estava armada, eu sorria, me entorpecia para não reclamar de nada.
Todo mundo pro lado de lá, todo mundo pro lado de cá, era fácil perceber que ninguém sabia o seu lugar. Mas pude enxergar, que se perder é se encontrar, que doses de drogas de alegria me fazem ler por trás do pensamento de uma poesia, que a falta de clareza é o que tive no meu café da manhã, no almoço, na janta e em todas as outras sobre-mesas.
Era tudo euforia, mas já notou que a tristeza sempre vem na calmaria ? Talvez seja a conclusão que no final do carnaval o nosso mundo volta ao normal e percebam meus amores a nova guerra já lançou novos odores.
Volto logo "Meu Carnval".
Jouber Nabor Lacerda
Fotografia: Fernanda Mourthé
sábado, 7 de fevereiro de 2009
TERAPIA VIOLÃO

Quando se encosta nas cordas de um violão
Quem começa a dizer é a alma
As vezes nervosa
Mas logo logo calma
É que verdade eu passo ser
Por demais
Confesso as mentiras que deixei para trás
Solto minhas alegrias
Reconheço a ventura da glória
Quando encosto nas cordas de um violão
Perco minha timidez
E falo do mundo
Com ou sem minha sensatez
Encosto no amor
Me esfrego com o pecado
Me sinto um louco
Nu
De braços abertos
No alto de um telhado
Quando encosto nas cordas de um violão
Fico bem acompanhado
De amigos poetas
De mulheres concretas
De portas abertas
Parece que em todo caminho
Existe desenhado
A seta
Quando encosto nas cordas de um violão
Também perco a direção
Em minha mente
Interrogação
Em minha música
A paixão
O calor do fogo de duas peles
O odor de um beijo dentro de um carro
A conversa de um namoro de portão
O conforto e a beleza de um quarto
As personalidades que calejam meu coração
O receio do sereno cenário do amor
Quando encosto nas cordas de um violão
Não sei se digo sim
Mas também quero dizer não
Não tenho dono
Sempre com meus bônus
E sem cautela para os ônus
Quando encosto nas cordas de um violão
Posso ser até sem educação
Engenheiro
Peão
Burguês
Soldado
Armado
De flores
Para minha sã embreaguês
Pois amo demais
Com defeitos e mais
Um sujeito em paz
No meu peito
Fé, vida, amizade, cuidado, ideologia
E nada mais
Jouber Nabor Lacerda
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Tão Doce

Um pouco mais de luz no céu, pra iluminar.
O pensamento que não pode se acabar
Um pouco mais de cor no céu, para abrilhantar.
A inspiração que não pode parar.
Traz papel e caneta pra cá.
Vou trazer você pra perto de mim.
E quando o sol se abaixar.
A tua imagem eu vou admirar.
Surgindo sorrindo neste lugar.
Mais bela sereia que veio do mar.
Tão doce você apareceu.
Me trouxe as flores que recebeu.
E veio me beijar.
Mais belo presente de Iemanjá.
Tem cheiro e perfume de pólem no ar.
Velas e aromas para incrementar.
Desejo e vontade de se libertar.
Uma esteira na areia, a luz do luar.
A gente ensaia um jeito de amar.
Um novo segredo para se guardar.
Composição:
Jouber Lacerda (Jobão)
Felipe Coura (XiKim da Birizonte)
Luciano Totola (Luchos Gonzales)
Edilar Alves (EDI)
IPATINGA 24 de janeiro de 2009
As flores e o machismo
Se fores falar a verdade
Não digas em notas de omissão
É que profundos pecados eu já sei
Talvez deste jeito já até errei
Mas meu pensamento prefere a conclusão
Não penses que fico chateado
É meu suave jeito grosso de dizer
As vezes me despeço cantando
Outras apenas pensando
Mas não quero a ninguém
“O fazer sofrer”
Me sinto um louco
Que inquieto
Desaprendeu o que é amar
Que vê o lado bom das coisas
Somente para sozinho voar
Ver o céu ali do alto
Sem medo de sonhar
Mas depois olho pro lado
Percebo que ali falta
Um novo ser para tocar a flauta
Com notas
Compostas
Do sonhar
Não me pergunte desse jeito
“Por sempre sinto respeito”
Mas é que com as coisas do meu jeito
Muita ordem vai faltar
Sentimento que vem do peito
Com olhares e defeito
Com “pensares por demais”
Com cautela e todo feito
Para saber a hora de se mostrar
Pensam com igualdade
Que possuem racionalidade
E que de mesmo tanto sabem provar
Com loucuras de desejo
Com saudades de um beijo
E com toda
E mesma vontade
“Do sozinho voar”.
Jouber Nabor Lacerda
Não digas em notas de omissão
É que profundos pecados eu já sei
Talvez deste jeito já até errei
Mas meu pensamento prefere a conclusão
Não penses que fico chateado
É meu suave jeito grosso de dizer
As vezes me despeço cantando
Outras apenas pensando
Mas não quero a ninguém
“O fazer sofrer”
Me sinto um louco
Que inquieto
Desaprendeu o que é amar
Que vê o lado bom das coisas
Somente para sozinho voar
Ver o céu ali do alto
Sem medo de sonhar
Mas depois olho pro lado
Percebo que ali falta
Um novo ser para tocar a flauta
Com notas
Compostas
Do sonhar
Não me pergunte desse jeito
“Por sempre sinto respeito”
Mas é que com as coisas do meu jeito
Muita ordem vai faltar
Sentimento que vem do peito
Com olhares e defeito
Com “pensares por demais”
Com cautela e todo feito
Para saber a hora de se mostrar
Pensam com igualdade
Que possuem racionalidade
E que de mesmo tanto sabem provar
Com loucuras de desejo
Com saudades de um beijo
E com toda
E mesma vontade
“Do sozinho voar”.
Jouber Nabor Lacerda
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Fui logo ali
Fui logo ali
Tocar meu samba
Moça bonita
Que me balança
Me deixe tocar o violão
Não quero qualquer conclusão
Ascende o recheio de palha
Sambou meu amigo canalha
Fui logo ali
Cantar poesia
Falar de amor
Da burguesia
Jogue essa nota
Em meu chapéu
Cantei o pecado
Perto do céu
Me deixe tocar o violão
Não quero qualquer conclusão
Ascende o recheio de palha
Sambou meu amigo canalha
Jouber Nabor Lacerda
Tocar meu samba
Moça bonita
Que me balança
Me deixe tocar o violão
Não quero qualquer conclusão
Ascende o recheio de palha
Sambou meu amigo canalha
Fui logo ali
Cantar poesia
Falar de amor
Da burguesia
Jogue essa nota
Em meu chapéu
Cantei o pecado
Perto do céu
Me deixe tocar o violão
Não quero qualquer conclusão
Ascende o recheio de palha
Sambou meu amigo canalha
Jouber Nabor Lacerda
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Orei

Hoje ao acordar
Uma maré de dúvidas veio em meu pensamento
Então bem lento
Sentei em minha cama
E falei comigo mesmo
E novamente disse meu pensamento
Fale com Deus
Uma invenção para motivar a vida humana ?
Uma criação de nossa fantasia ?
Um ser que foi distorcido por várias religiões ?
Que isso jovem
Está de manhã
Aproveite a essência
Com um pouco de tristeza
E com gotas da minha alegria
Fechei meus olhos
Não disse nada
Mas minha mente sentia
Ligava minhas idéias a opiniões
Argumentos e conclusões
Definindo que meu espírito estivesse com pouco alimento
Falta de fermento
Pra preencher a alma
Que em momentos de eufória
Tem falta de calma
Um sinal
Talvez nem este eu veja mais
Cegueira
É olhar pra dentro
Não jogar pra fora
Já é hora de trabalhar a memória
Criar é só um alimento pro ego
Um bom entendimento para outras vidas
Interpretação, reflexão
Coisas que a arte sempre convida
Mas já demoro com minha lavagem da alma
Quando eu sonho do meu corpo ela fica do lado fora
Já vaguei por noites em meus cômodos
Acordei de um jeito que nem senti o descanso
Talvez travava uma batalha
Entre anjos e demônios
Em universo de Gaia
Mas meu pseudônimo
Com sobre nome Nabor e Lacerda
Já teve muita sorte
Já disse muita merda
Jouber Nabor Lacerda
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