sábado, 29 de dezembro de 2007

O TÉRMINIO


Eu preciso dizer
Em sua casa não vou mais
O controle da TV
Não sou eu que aperta mais

Eu preciso falar
QUe amanhã não vou ligar
Não vou dar mais boa noite
COm vontade de lhe amar

EU preciso contar
Que já até olho pra alguém
Uma amiga em particular
Que aprecio ao sorrir
Com vontade de abraçar

É preciso entender
Eu não trai você
Mas sei muito bem
O que agora me convém
Pois não quero lhe enganar
E não vou me confundir

Eu preciso expressar
Que amei o que durou
Mas não sei
Tudo acabou
É outro jeito de sentir

Eu preciso obeservar
Você vai me odiar
Mas eu tenho que entender
Então vou me afastar

Eu preciso explicar
Que preciso terminar

Jouber Nabor Lacerda

domingo, 23 de dezembro de 2007

AS MULHERES COMEM E DÃO


Não, não, não vou escrever meu texto, resolvi fazer do meu blog tb de lembrete.
Ontem sai com a galera da´pós e entre uma conversa e outra, uma amiga me disse:
- As mulheres comem e dão.
Tantas idéias vieram em minha cabeça por causa daquele comentário, que ainda vou fazer um texto sobre e este tema: "AS MULHERES COMEM E DÃO".


NÃO ESQUECER - AS MULHERES COMEM E DÃO.


Estou ficando doido de tanto querer escrever de tudo !!!!!!! kkkkkkk

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Balanço Geral

O ano já vai se despedindo, já que invetaram as datas vamos seguir o cronograma.
Este ano para minha vida foi desplanejado, comecei com o objetivo de me mudar para BH e com isso fazer um curso e conseguir um emprego, acabei ficando em IPa e trabalhando aqui, mas logo nos finais de semana onde eu podia gastar o mísero dinheiro entre amigos, era obrigado a assistir aula de pós graduçao todos os finais de semana em Belo Horizonte.
No começo eu achei ruim, porque acredito que so se curti o final de semana de uma cidade se você acompanha os acontecimentos cotidiano da semana. Ok, eu não tenho que reclamar també, em BH reecontrei vários amigos e fiz grande amigos, bebi mais cerveja, sorri e aprendi muito mais a pensar sobre qualquer assunto, em BH tive mais certeza que ainda não é hora de namorar e levar alguma mulher tão a sério. Este ano eu preferi acompanhar mais a vida das pessoas, ouvi sobre o relacionamento, sobre o que leva o amor e o que leva ao fim. Tive grandes amigas e algumas delas tive o privilégio de beijar, claro, meu lado "macho alpha" as vezes fala mais alto que amizade, mas o respeito nunca morre. No ano de 2007 eu tive novos processos de composição, musas inspiradoras e amigos inspirados. Este ano eu olhei mais pro céu, confesso que orei menos, mas valorizei mais as pessoas ao meu redor e a beleza das estrelas. Se eu me lembro de ter chorado ? Acredito que não, nem aqueles choros sozinho no baheiro eu tive e mesmo que não chorei muito, continuei rindo do mesmo jeito que sempre sorri, nada exagerado, pelo menos pra mim.
Perdi um amigo, é esse momento foi estranho, tentei utilizar toda minha frieza mas não consegui, canalizei tanto as energias pra não chorar que acabei ficando sério demais por algumas horas, confesso e minto, chorei sim, quando em meu quarto escrevi uma canção para Abílio, mas vou parar com essa história por aqui, porque não quero falar de tristeza.
Esse ano pude reparar a energia da galera mais jovem que eu, eles estão inquietos doidos para desbravar o mundo, eles fumam, bebem e fritam, curtem a vida com gargalhadas extremas e muita brincadeira, estão esperando a fase do compromisso e quando chegar, o trabalho vai consumir e distribuir todo aquela energia.
EM 2007 reparei que as mulheres de 17 e 18 anos apelidadas de "ninfetinhas", estão a flor da pele, estão se abrindo mais, expressando mais e falando mais, estão se entregando ao prazer assim como os homens ja faziam a anos. Vi também que as mulheres de 26 realemnte entram em crise nesta idade, elas acham que só tem mais 4 anos de vida para arrumar um namorado, marido e ser mãe. Chega ser engraçado tamanho desespero e mesmo aquelas que não ligam pra isso, se preocupam com coisas pequenas e libertam suas loucuras, não vou generelaizar, mas encontrei muitas destas. Elas estão querendo mais conversa também, acho que já se cansaram só de beleza, mesmo que essa palavrinha viva no copor em que habitam.
Este ano escutei mais gente falando sobre minhas músicas e poesias, talvez porque fiz este blog e estou começando a querer levar mais a sério a música, vamos ver.
Não vi muito meus pais durante o dia, mas também pra quem não tabalhava isso é anormal, vi menos minha irmã, só que achei melhor assim, ela morando longe e aprendendo sozinha as dificuldades da vida que tanto meu pai e mãe ja havia falado.
Vi que eu preciso cuidar mais do meu dinheiro e ser mais responsável dentro de casa, vi que gosto mesmo do que faço e dei sorte em viver de criação, idéias, pessoas, histórias e conquistas. Vi amigos se formando e escutando aquela famosa frase: " Virou gente agora né ? Vi amigos desempregados, mas com muita vontade de trabalhar.
Este ano beijei mais e fiz menos sexo, a vida de solteiro tem dessas coisas, você sempre tem alguém e nunca tem ninguém.
E o que mais eu poderia dizer sobre 2007 ?
É tem muita coisa, mas não vai ser hoje que vou escrever um livro, então paro por aqui e agradeço:
- Deus, errei pra caramba e mesmo assim muito obrigado por ser tão generoso.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O olho da paixão


Ver você é assim
Frio na boca do estômago
Calor dentro do peito
Inquieta vontade de toque
Estática sensação de ficar colado
Ver você é cinema
É vinho mais carboidrato
Cerveja com picanha
Cama super king
Sofá com cafuné
Rede de descanso
Ver você é assim
Dança no meio da pista
Passeio de mãos dadas
Quebrada de ondas no mar
É banho de cachoeira
É Lua, desejo e céu
Mel de abelha selvagem
Conquista, caminho e passagem
Ver você é assim
É o vento de braços abertos
É o tempo sem relógio
Barra de chocolate
Viagem de lua de mel

Jouber Nabor Lacerda

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O RITUAL


Parece um ritual
Elas se arrumam como ninguém
Colares, pulseiras, brincos e bolsas
Maquiagens para destacar a beleza
Cortes de cabelo para sair da rotina
E ficam ali horas se olhando
Se apreciando em mínimos detalhes
Um jogo de combinação para o espírito do dia
Pode ser vemelho, azul ou famoso pretinho básico
Calça jeans, batom e o decote da moda
Elas são enfeites, preciosidades, aneis de diamante
Em sua bolsa um espelho e pra ajudar algum retoque
Vão sempre ao banheiro juntas
Estão sempre se comunicando
Em doses cavalares de crítica e observação
Elas são galanteadas
Observadas
Que pena, as vezes desrespeitadas
Mas sabem se esquivar
Entendem do olhar
E com muita elegância sorri de vagarinho
Um gesto tão honesto
Uma saída de fininho
E voltando ao ritual
É tudo muito normal
Uma dança de valsa
Com trocas de figurino
Parece um artista na coxia
Se despem e se vestem para um novo personagem
Elas conseguem ser mentira
Mas sabem ser verdade


Jouber Nabor Lacerda

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

da janELA


Quando vi essa fotografia, tive uma sensação de que da rua a gente não pode ver o que realmente está na janela. E a fotografia pode registrar alguns respeitaveis momentos de simples cotidiano e privacidade.


Da Janela Ela

Frente a janela estava o dia
E logo atrás estava ela
Semi nua
Ali do alto
Olhando pra rua
Combinando as cores do seu corpo
Com o verde natural
Firmando suas curvas sobre uma observação
E quando vi na fotografia
O que de fora não perceberia
Pude notar
O privilégio que vento tem
Em estar em qualquer lugar
De passar por entre os cachos
De soprar dentro da boca
De viver junto a vontade
De tocar com suavidade
A pele
Epiderme
Derme
Endoderme


Jouber Nabor Lacerda

Domingo


E na prima feira que tudo se acalma
A televisão fica o dia inteiro fazendo luz
A feira se movimenta de artesanato e culinária
A mãe ensina o filho que no sinal vermelho não se pode passar
As pessoas vão ao parque, ao clube, a praia
O casais se acariciam e praticam cafuné
O bar oferece uma cerveja gelada
E o padre já se prepara para missa bem cedinho.
A prima feira é dia sagrado com todo mito ou argumento, que foi nesse dia que Deus resolveu descansar.
E na prima feira tem gente que trabalha, mas sabe que é um dia tranquilo de se observar.
A prima-feira é o hall de entrada para os outros dias, as outras feiras de outra maneira.
Os primos se encontram
Um almoço bem gostoso
O pão de queijo da vó
Uma palavra do vô
E um momento de reflexão
Um sono no sofá
Um filme em DVD
Uma passada pela internet
Uma conferida no celular
E uma alma que vem dar boa semana
Pois as feiras logo irão começar




Jouber Nabor Lacerda