segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pseudo Intelectual


Eu sou um pseudo-intelectual
Pra mim isso é normal
Meu mundo é autoral
Não quero citar Freud
Não quero ser Platão
Só quero a opinião
Eu as vezes esqueço dos jornais
E crio os meus canais
Personagens mais reais
Conversas e nada mais
Eu não entendo muita discussão
COntos bíblicos e sermão
Diálogos entre o sim e o não
O inferno é pra pedir perdão
A solução foi viver no céu
Propagandas de lua de mel
Eu sou pseudo-intelctual
Não me incomoda em ser assim
Eu sei que nada sei
Esta frase eu não criei
Não quero ser Clarice
Não posso ser Pessoa
Mas convívo numa boa
Com rimas de gente atoa
Sem aliteração
Sempre fui coloquial
Eu sou pseudo-intelecutal

Jouber Nabor Lacerda

domingo, 28 de setembro de 2008

Rosa


Será que consigo fazer
Uma boa prosa para rosa
Vestido com cores e flores
Beleza de moça formosa
Conversa de contos da vida
Descartes e filosofia
Rosa diz muita coisa
Que eu não sabia
Será que posso cantar
Aos pés do ouvido de rosa
Só para deixar entender
Um obrigado à boa prosa
O jeito do doce de rosa
Tem gosto de pêra gostosa
Tem toques de caboidratos
E aquele café com prosa
O canto da casa de rosa
Tem notas de coisas de amor
Leves passos do dançar
Inteligente cadeira do pensar
Poesia
Inspiração
Arcádia
Rosa

Jouber Nabor Lacerda

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Reciclagem de idéias

Alguma conversa daqui
Aquele papinho de lá
Meu bem me pergunte
O que queres me falar

Me mande um trocado de idéias
Conversa de abelha em colmeia
Por que esse zumzum
Nao nos leva há lugar algum
Se sabes que é bom entender
Mais claro é bom que seja
Fale alto, pense calmo
Beba um copo de cerveja

Alguma conversa daqui
Aquele papinho de lá
Meu bem me pergunte
O que queres me falar

Recicle este pensamento
Atribua mais argumentos
Palavras de algum dicionário
Conversa de tolo sai caro
Use sua massa incefálica
Cimento parede reboco
No quadro negro das ideias
Mais um desenho, um novo esboço

Alguma conversa daqui
Aquele papinho de lá
Meu bem me pergunte
O que queres me falar


Jouber Nabor Lacerda



OBS: Meu amigo Renan Scarpati
A melodia é sua ..............
Fique a vontade com alterações

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Profissionais do sentimento


Profissionais do Sentimento

Realmente eu devo ser louco! Neste momento são 2 horas da madrugada e eu estou com meu bloco de notas que fica ao lado de minha cama. De repente me lembrei de uma amiga, veio uma frase em minha cabeça e o maluco que vos escreve ligou para a mesma, mas é claro, ela não vai atender, pois está dormindo para trabalhar amanhã cedo e eu deveria fazer o mesmo, afinal meu chefe já reclamou dos meus atrasos. Acho que gostar das palavras é isto, deixar a insônia psicografar as lembranças da informação ou então segundo a Igreja Universal, deixar os encostos tomarem conta de mim.
Mas a lembrança veio porque ontem minha amiga disse algo muito hilário:
- Jobão, estou fazendo terapia e utilizando muito a sua lembrança como forma de estudo.
Eu parei, ri e gostei, mas claro pedi mais explicações.
Ela me disse que quando se faz terapia (no caso do objetivo dela) é importante a substituição de coisas ruins por coisas boas, uma espécie de esquecer algo sem ter falta de uma informação, acho que é isso, seria você preencher um espaço vazio ou então pra ser mais metafórico, é você parar de fumar cigarro e quando sentir falta, chupar chicletes, mas posso estar errado.
Ela me disse que associar a lembrança de nossa relação de amizade faz muito bem a ela e por este motivo o uso da minha imagem.
Meio estranho saber disso, mas eu tenho certeza que o psicólogo dela sabe o que está fazendo e claro, talvez esta leiga explicação fosse uma compreensão equivocada sobre o que ela me disse.
Mas o lance não é o uso da minha imagem em uma terapia, o que eu pensei foi do crescimento de mercado neste setor e a falta de procura do profissional de Psicologia.
Então neste momento entra a frase do meu bloco de notas:
- Quando você tem uma dor de dente, procura um dentista, quando tem alguma dor muscular, vai ao fisioterapeuta, mas quando está com dores sentimentais sempre esquece que o psicólogo cuida disso.
Em minha opinião as dores mentais podem causar danos até maiores que algumas dores físicas, o que acontece é que foi implantado na mentalidade das pessoas, que ir ao psicólogo é coisa de maluco. Malucos todos somos! Rsrsrs... Mas as doenças psiquiátricas ou psicológicas também possuem graus, assim como um arranhado e um corte profundo.
No caso de minha amiga o interesse de se cuidar partiu de término de namoro, você já percebeu que terminar o namoro é algo muito complicado para nossa cabeça, o fator esquecer alguém não é tão fácil assim, mesmo que essa pessoa faça mal a você. Quantas relações de namoro você não compreende por que ainda duram como exemplo, “mulheres que amam demais”, homens ciumentos que batem nas mulheres, presença de alcoolismo na relação, competitividade entre casais, inveja e assim vai. Quem vai cuidar disso? Quem vai orientar a sua mente e seu comportamento para um controle emocional? Sim, o psicólogo.
Eu peço desculpa se algum psicólogo está lendo isso e achando uma besteira, porque a dúvida de utilizar as palavras, psicologia, psiquiatria ou psicanálise sempre vem em minha cabeça... Mas como leigo me permitam nomear isso como “problemas sentimentais”, pois quem organiza o nosso sentimento é o cérebro mesmo.
Ir ao “profissional do sentimento” é também uma forma de prevenção. Você conhece alguém que é calado e de repente quando resolve soltar seus pensamentos, aparece com uma avalanche de problemas? Acho que todos nós deveríamos utilizar deste serviço e pensando assim, tenho que começar a estudar o preço do uso deste mercado.
Se é caro? Acredito que por necessidade de sobrevivência e por amor a profissão os membros deste setor devem ter popularizado o preço, mas o serviço que eles prestam é de suma importância, afinal a “loucura” em muitos casos não nasce com você, ela se forma, assim como um câncer, uma cárie ou um problema nos rins. Tudo bem eu não deveria usar o termo “loucura”, mas eu esqueci o termo técnico que se utiliza, de qualquer forma, cuidemos de nossas cabecinhas, pois ao envelhecer será ela o armazenamento de todo nosso conhecimento e ter equilíbrio emocional neste momento terá bastante utilidade.
Como você está alimentando a sua mente?
Esta é uma pergunta para você e para mim!!!!
Agora já posso dormir, vomitei o texto que estava nascendo desde ontem.

Jouber Nabor Lacerda

terça-feira, 23 de setembro de 2008


Nem toda poesia é um conto certo da verdade
Algumas vezes é interesse
Outras vontade
No entanto saudade
Em momentos personagens
Pseudônimos
Fantasmas que vivem em comunidade
Uso de nomes que existem
Abuso de fatos que nem vivi
Ou somente vi
Mas o que percebo
É isso aqui
Palavras escritas que nem eu entendi

Jouber Nabor Lacerda

Sonho


Sonhei denovo com seu sorriso
Ganhei nele o seu abraço abrigo
Virei um urso protetor
Doei mais uma vez o meu calor
Lembrei do gosto do seu umbigo
Do pouco tempo que esteve comigo
Fiquei contando até horas
Meu relógio biológico deveria acordar agora
Mas me derreti no seu prazer
Deixei o tempo me convencer
Que em momentos de decisão
A melhor palavra pode ser um não
Cheirei denovo o seu cabelo
E que cabelo
Apoio de mãos
Carinho e puxão
Peguei denovo em sua cintura
Levantei, beijei
Beleza mais pura
Sonhei tão cedo com sua vontade
Me deu saudade
Recordações de você
Dengosa
Cafuné na pele
Hormônios
Gostosa

Jouber Nabor Lacerda

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Estratégia de Motel




Não, eu não vou escrever sobre um roteiro de falas dentro de um motel, afinal podemos discutir até política depois de uma boa transa.
Esse texto pode ser identificado como uma propaganda, provido do seguinte diálogo:
Estava eu e um amigo indo para o shopping tomar um milkshake. Assustou né ? Você poderia ler “ tomar uma cerveja”, mas leu milkshake. Pois as vezes é bom esquecer o álcool e descobrir que um bom papo entre amigo pode ser regado à leite e açúcar.
Dentro do carro e conversando nesse precioso intervalo de tempo até o local, tivemos a seguinte conversa:
Perguntei a ele como tinha sido rock de sexta e ele soltou a seguinte frase:
- Fui ao 5 letras
Pra quem não sabe – M(1) O(2) T(3) E(4) L(5) rsrsrs
Eu respondi:
- Seu safado, por isso não me ligou né, isso ai garoto !!
- Foi com o rolo ?
Ele:
- Não velho, daquela eu sai fora, o trem tava ficando sério demais, fui com uma outra amiga
Eu:
- Uai, então o trem está bom pra você mesmo
Ele:
- Bom foi o tempo que fiquei no motel rapaz. Pergunte a hora que eu entrei e a hora que saí.
Eu:
- 1 am / 3 am
Ele:
- “Que o que rapaz”, entrei meia noite e sai 4 da matina.
Eu:
- Uassa animou hein, então esse foi o rock ideal de sexta-feira mesmo, “aí você disse meu amigo”!!!!.
Ele:
- Pergunte o tanto que paguei ?
Eu:
- Uns 50 a 60 conto
Ele:
Que nada velho, paguei 25 reais
Eu:
- Puta que pariu véi, você está levando mulher em motel sujo é ? Vai queimar seu filme com as moças.
Ele:
- Meu filho, eu descobri esse motel do nada. Eu estava ficando com uma outra menina e uma vez me encontrei meio sem grana, mas a vontade era tanta que até ela aceitou e “cortamos” pro Motel Vale Verde (para quem conhece o Village, este motel é um pouco antes). Cheguei lá, fiquei de cara rapaz, sauna, banheira, espelho no teto, chinelos, toalhas lacradas, camisinhas de prazer e uma cama confortável, o quarto é pequeno, mas tem conforto.
Eu:
- Você ta falando sério ? Eu duvido.
Ele:
- Estou cara, os caras mudaram a administração de lá, o motel entrou em reforma, está massa agora.
Eu:
- Sei, aposto que o dono é seu amigo e você está fazendo propaganda pro negócio dele (eu faço muito isso e às vezes acho que os outros fazem também rsrs).
Ele:
- Não cara, nem sei quem é, só sei que o custo benefício deste motel vale a pena, para pessoas iguais a nós que já ganham uma graninha, mas que o valor não nos permite sempre tanto luxo, o motel vale a pena demais, eu não vi sujeira no motel e nem a menina me disse nada do tipo, acredito que no caso contrário ela falaria.
Então pensei:
- O Village é um dos motéis que concorre para ficar entre os melhores da cidade, eles investem em propaganda (inclusive o publicitário deles é meu colega), possuem quartos básicos limpos e confortáveis, além das suítes presidenciais que sempre são comentadas nas rodas onde o assunto é motel. Então é claro que o se eu tivesse um motel, que se localizasse antes da chegada do Village, eu iria planejar minha estratégia de ataque.
Pense comigo:
- Quantas pessoas afobadas passam ali, já loucos para ficarem um dentro do outro. Tem o caso também do nervosismo feminino, algumas mulheres ficam tensas durante o caminho do motel e se este for mais curto é um ponto a favor. Por ultimo tem a relação custo benefício, nem sempre nós estamos (classe média) com 60 ou 100 reais na carteira, para liberar 40 e ter mais um trocado para voltar (como diz minha mãe: - Filho, você tem que ter um dinheiro de reserva.)
No caso já temos dois pontos a favor, o primeiro é a localização e o segundo é o preço. Para o Vale Verde ser considerado forte concorrente do Village, ele precisa de início vender a imagem de higiene, conforto e melhor preço, é necessário também alguns anúncios e se eu os atendesse, escolheria 2 rádios, 93 fm e 95 fm, afinal são rádios de massa que atendem várias faixas etárias. Se eles reformaram os apartamentos, a questão é esperar um curioso, o resultado da propaganda ou uma promoção na rádio.
Se meu amigo que mora em um bairro bom e pertence à classe média gostou, porque outras pessoas não gostariam?
Claro que o motel neste momento não vai se tornar melhor que o Village pois além de anunciar em rádio, ter um site, mailing e outras estratégias criativas que poucos motéis aqui fazem o Village tem também um boa marca, mas se o Vale Verde tiver ao menos uma estratégia , conseguirá levantar uma verba para investir mais em propaganda e futuramente fazer uma reforma, acredito que com um planejamento de 3 anos a concorrência pode bater de frente.
Os caminhos para os dois motéis atingem de início 3 bairros com poder de compra, Castelo, Cariru e Vila Ipanema, a decisão de escolha de um motel não depende somente da proximidade do seu bairro. Pontos que influenciam:
- Local onde você encontrou com o parceiro
- Propaganda positiva e comprovada por alguém (boca a boca, ou “Face to Face”)
- Preferência
- Busa pela qualidade
- Preço
- Custo benefício

Após pensar nesta situação, surgiu a curiosidade de conferir a fala de meu amigo e neste caso escrevi este texto, para explicar para quem não entende de propaganda que quando você indica alguma coisa para alguém, milhões de pensamentos derivados da necessidade de compra aparecem, mas como você não é publicitário, não consegue identificar e no final de tudo acha que foi uma simples curiosidade que levou você até ali.


Jouber Nabor Lacerda


OBS: Texto em correção