quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cuspir e dormir

Hoje vou sentir a madrugada
Sempre ela
Toda escura e calada
Peguei o carro e visitei as casas de algumas ex namoradas
Só pra fazer poesia
Só pra cair na estrada
Ao fundo escutava "As portas"
Uma música que falava sobre o fim
De algum caminho
Alguma história
Mas tudo isso deixo aqui na memória
Não se assuste caso se um dia me escutar cantando alguma frase sua
É que de madrugada a minha cabeça funciona como a fábrica
Aquela que polui nossas ruas e que gera economia
Noite fria
Burguesia
O silêncio pra quem amanhã trabalha
E acordarei cedo também
Por volta das 6 meu despertador vai gritar
Meu sono leve
Mas meu corpo continua desmaiado
Fico ali
Em estado estranho
Ja até pensei que fui a cozinha
Mas não sai da cama
As vezes me acho um louco
As vezes prefiro ficar sozinho
Pra falar a verdade
De uns tempos pra cá
Eu ando meio assim
Um coração me recolhe
Mas o amor não chegou até a mim
Comodismo talvez
Esperar pode ser um erro
Correr me tras cansaço
Mas quando faço isso em volta do meu bairro
Me ergo e abro os braços
E Deus sopra sobre meu corpo
Eu olho o verde
Sinto sede
Escuto um passáro e faço plágio da sua melodia
Chego em casa e pego meu violão
Quero entrar de férias
Mas sou a válvula de escape
Sou a minha composição

Jouber Nabor Lacerda

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