quarta-feira, 9 de abril de 2008

Geração Solidão


Então estamos todos sós
Buscando o carinho de alguém
Todo mundo quer
Ninguém tem
Certeza do que era pra ser
Terno para os homens
Vestidos longos e brancos para as mulheres
Amor eterno ?
Céu ?
Inferno ?
Um só amante
Parece ser coisa de antes
Dante
Sentimentos confluentes
Estão todos prestes
Ao fim do retrato de família contente
Televisão pra todos cômodos
E-mails, celulares e fones
As crianças nem brincam nas ruas
Só estão as que tem fome
Nas casas as luzes acesas
Lá fora um ar de tristeza
As frutas vem de árvores de supermercado
Os brinquedos estão embalados
As marcas tem nome próprio
E as ações não são de um dono
A praias não são mais desertas
O sol não diz mais a hora certa
Vingança de Deus
Você não cumpriu
O contrato que leu
Com a foto de um mundo
Sujo
Imundo
Que era pra ser nosso
Meu
Seu
Oh não
Agora é a vez
Da Geração Solidão


Jouber Nabor Lacerda

3 comentários:

Janaína Samira disse...

Eu não quero ser desta geração...posso estar aqui de corpo, mas a alma perambula pelos velhos tempos da grinalda!
Mas acho que a gente ainda tem jeito...

Anônimo disse...

Valeu meu prezado.Realmente como pode ver em algums escritos meus , este mundo está cada vez mais impessoal. Os contatos cada dia mais virtual. Por isto que os "totós" no prédio são momentos de interação.
Ser poeta ou escrever sus visão do mundo é ato de coragem , pois o mundo aparenta não haver mais sensibilidade, e os que demonstram são tachados de adjetivos chulos.
Um abraço e que continue as expressões

Anônimo disse...

Jobão amigo velho, companheiro de faculdade. É minha primeira visita aqui e creio que não será a última!

Muito bom, realmente, muito bom!

Bju